REFLEXÕES BÍBLICAS - UNS AOS OUTROS

1 - AMEM-SE UNS AOS OUTROS

January 21, 2021 • Alexandre Valotta

Em João 13:34, Jesus diz: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros”. Como discípulos de Jesus, nós buscamos amar a Deus acima de todas as coisas e, como resultado do nosso amor a Deus, amamos ao nosso próximo (Mateus 22:37-39). Mais do que um mandamento, cumprir o chamado de amarmos uns aos outros como Jesus nos amou é um ato de adoração e sacrifício a Deus. Portanto, amar ao próximo é uma parte indispensável do nosso culto (Romanos 12:1). O apóstolo João nos ensina que se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê (1 João 4:20). Em 1 Coríntios 13, o apóstolo Paulo canta o amor e nos oferece sugestões práticas de como amar as pessoas. Ele diz: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:4-7). Como fruto do Espírito de Deus que habita no crente, o amor é acompanhado de alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22,23). Então é assim que amamos uns aos outros: demonstrando paciência, talvez até suportando alguém literalmente, amamos através de palavras bondosas e mansas, ou talvez através de uma injeção de alegria. Amamos quando abrimos mão de nosso orgulho e de nossos interesses pessoais. Amamos quando decidimos perdoar ao invés de guardar rancor. Amamos quando preferimos sofrer uma perda aos olhos dos homens para ganhar um tesouro aos olhos de Deus.

2 - ACEITEM-SE UNS AOS OUTROS

January 26, 2021 • Alexandre Valotta

Na carta de Paulo aos Romanos 15:7 está escrito: “Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma como Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus”. Como podemos amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mateus 22:37-39) se não aceitamos uns aos outros como Cristo nos aceitou? A resposta é simples: Não podemos! Todos nós que hoje seguimos a Cristo estávamos mortos em nossos pecados. Cada um de nós seguia o padrão natural do mundo, seguindo os próprios desejos e pensamentos (Efésios 2:1-3). Mas agora, em Cristo, nós que antes estávamos longe de Deus fomos trazidos para perto pelo sacrifício de Jesus (Efésios 2:13). Por causa de Jesus, agora somos aceitos por Deus. Agora somos membros da família de Deus (Efésios 2:19). Se Deus, sendo quem é, nos aceitou, como poderíamos não aceitarmos uns aos outros? O apóstolo Paulo usa a analogia do corpo humano para nos ensinar sobre nosso relacionamento uns com os outros, ele diz: “Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres… Assim, há muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: ‘Não preciso de você!’ Nem a cabeça pode dizer aos pés: ‘Não preciso de vocês!’ Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis (1 Coríntios 12:12-22). Na comunidade da igreja, somos chamados a aceitar e valorizar nossas diferenças. Somos brancos, negros, pardos, grandes, pequenos, altos, baixos, quietos, falantes, ricos, pobres, patrões, empregados, autônomos, aposentados, jovens, adultos, crianças, solteiros, casados… Somos diferentes, mas somos um no amor de Cristo. Jesus disse: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35). Esse amor chama você a aceitar seu irmão, que é tão diferente de você, da mesma forma como Cristo o aceitou e assim Deus será glorificado.

3 - SAÚDEM-SE UNS AOS OUTROS

January 28, 2021 • Alexandre Valotta

Na sua carta à igreja de Roma, Paulo escreveu: “Saúdem uns aos outros com beijo santo. Todas as igrejas de Cristo enviam-lhes saudações” (Romanos 16:16). Saudar significa congratular, cumprimentar, felicitar, demonstrar felicidade, alegria, júbilo, honrar, respeitar alguém, desejar saúde a outra pessoa. Essa é a atitude apropriada e esperada quando amamos uns aos outros. De fato, nós amamos dessa forma porque Deus nos amou primeiro. E Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão (1 João 4:19,21). Assim, quando saudamos um irmão em Cristo, nós estamos afirmando nosso amor por Jesus e à igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância (Efésios 1:22,23). Saudar um irmão em Cristo é afirmar e celebrar que já não somos mais estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus (Efésios 2:19). Talvez por isso, o apóstolo Paulo faz uma longa lista de saudações no capítulo dezesseis da carta aos Romanos. Nos primeiros quinze versículos, Paulo manda saudações a 27 pessoas, citando cada um individualmente, além de outros irmãos que menciona sem citar os nomes. Ele fez questão que demonstrar seu afeto e consideração por aquelas pessoas. O amor a Deus e a gratidão por pertencermos à sua família nos movem a saudar uns aos outros. Quando saudamos um irmão ou irmã em amor, afirmando nossa alegria por estarmos em Cristo, nossas palavras contribuem para edificar e conceder graça a quem ouve (Efésios 4:29). Uma saudação com palavras agradáveis é como um favo de mel, é doce para a alma e traz cura para os ossos (Provérbios 16:24). Você já saudou um irmão ou irmã em Cristo hoje? O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração ... porque a sua boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6:45). Então, seja pessoalmente, por telefone ou através das mídias sociais, vamos saudar uns aos outros!

4 - TENHAM IGUAL CUIDADO UNS PELOS OUTROS

February 9, 2021 • Alexandre Valotta

A igreja de Corinto, na grécia antiga, lutava com divisão, favoritismo e discriminação entre os irmãos. Então, a fim de ajudá-los a amadurecer, o apóstolo Paulo usou uma analogia muito útil. Ele diz: “Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres” (1 Coríntios 12:12,13). Em Cristo não há espaço para individualismo; somos membros uns dos outros (Efésios 4:25). Então, a partir dessa nova forma de enxergar os relacionamentos na igreja, Paulo apresenta um mandamento precioso: “tenham igual cuidado uns pelos outros” (1 Coríntios 12:25). Somos chamados a cuidar uns dos outros, como membros de um mesmo corpo. O olho não pode dizer à mão: "Não preciso de você!" Nem a cabeça pode dizer aos pés: "Não preciso de vocês!" (1 Coríntios 12:21). Os olhos precisam ser cuidados pelas mãos. Basta um pequeno grão de areia para provar isso. A cabeça precisa dos pés, afinal não pode andar por aí sozinha. Assim também cada um de nós precisa cuidar e ser cuidado no corpo de Cristo. E os membros do corpo cuidam uns dos outros usando as diferentes habilidades que Deus concede a cada um (1 Coríntios 12:4-6). Como podemos demonstrar cuidado uns para com os outros? De forma prática, o cuidado pode ser material ou espiritual. “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1 João 3:17). O apóstolo João nos ensina que não devemos “amar de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”. Deus concede fartura para alguns a fim de que estes possam suprir a necessidade de outros (2 Coríntios 8:14,15). O cuidado espiritual inclui orar uns pelos outros (Tiago 5:16), chorar com os que choram (Romanos 12:15), advertir os ociosos, confortar os desanimados, auxiliar os fracos (1 Tessalonicenses 5:14), e muitas outras ações concretas que demonstram a mesma coisa: em Cristo, nós cuidamos uns dos outros.

5 - SUJEITEM-SE UNS AOS OUTROS

February 11, 2021 • Alexandre Valotta

Eu quero o que eu quero, do jeito que eu quero e na hora que eu quero. Em maior ou menor grau, todos nós somos assim. Está gravado em nossos corações. Por isso, o que Paulo escreve aos efésios é sobre-humano: “Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo” (Efésios 5:21). Sujeitar-se não faz parte da nossa natureza. Pelo contrário, gostamos de prevalecer. Como a Bíblia diz, temos um coração obstinado (Jeremias 5:23). Defendemos nossas razões e nossa justiça e temos dificuldade de dar o braço a torcer. Foi assim no jardim (Gênesis 3), foi assim no deserto (Êxodo 17) e muitas vezes tem sido assim em nossas casas. Mas, em Cristo, Deus tem um projeto de transformação para nossos corações. Ele nos ensina a despir-se do velho homem, renovar nosso modo de pensar e revestir-se do novo homem (Efésios 4:22-24). Mas essa transformação radical exige um poder sobrenatural. Por isso o apóstolo Paulo escreve aos Efésios: “Deixem-se encher pelo Espírito” (Efésios 5:18). O poder do Espírito Santo é o que nos transforma e nos move a sermos imitadores de Cristo, como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (Efésios 5:1,2), humildemente considerando os outros superiores a nós mesmos (Filipenses 2:3). Então, como resultado de estarmos cheios do Espírito, podemos nos submeter uns aos outros, por amor a Cristo. Na família, o Espírito capacita a esposa a ser submissa a seu marido (Efésios 5:22). O mesmo Espírito capacita o marido a entregar-se por sua esposa (Efésios 5:25). Em Cristo, os pais são capacitados a educar seus filhos e os filhos podem obedecer aos pais (Efésios 6:1-4). Na igreja, os membros obedecem aos seus líderes e submetem-se à autoridade deles (Hebreus 13:17). Da mesma, forma os jovens sujeitam-se aos mais velhos (1 Pedro 5:5). Na sociedade, os crentes cheios do Espírito, sujeitam-se a toda autoridade constituída entre os homens, testemunhando seu temor a Cristo (1 Pedro 2:13). Assim, vamos brilhar a luz do evangelho em casa, na igreja e na sociedade, nos sujeitando uns aos outros para que Cristo seja glorificado em nós.

6 - SUPORTEM-SE UNS AOS OUTROS

February 16, 2021 • Bruno Ito

“Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” (Efésios 4:1-3) O conselho do apóstolo Paulo para a igreja de Cristo é para que suportemos uns aos outros com amor. Mas não nos deixemos ser enganados: esse suporte está muito longe de significar apenas “dar um apoio, ou suporte, a quem precisa”. Quando Deus nos dá este mandamento, Ele ordena que sejamos também “humildes”, “dóceis” e “pacientes”. Se pensarmos que o contrário disso é agirmos com orgulho, teimosia e impaciência, fica mais evidente o significado desse “suportar”. E mais, precisamos nos esforçar “para conservar a unidade do Espírito”. Isso nos lembra que não é fácil conviver piedosamente com pessoas que amamos. Apesar de comprados e libertos pelo sangue de Cristo e unidos pelo Espírito como membros de um só corpo, nossa natureza pecaminosa ainda aguarda a plena restauração de nosso coração. Em vez de paz, nosso velho homem continua a dar lugar à guerra em nossos lares. E temo dizer que, quanto maior a intimidade num relacionamento, maiores são as ofensas. A boa notícia é que o nosso Pai é misericordioso e seu Espírito não se cansa de trabalhar diariamente em nossa salvação. Em Cristo, fomos aproximados dEle. E, agora, Cristo é a nossa paz, conforme Efésios 2.14. Todo muro de inimizade já foi derrubado por seu sangue. Assim, podemos nos aproximar uns dos outros, a fim de vivermos não mais como escravos dos nossos desejos egoístas, que se inflamam quando contrariados. Agora, somos chamados a viver unidos, como prisioneiros no Senhor: sendo humildes quando formos rejeitados; sendo dóceis quando nos maltratarem; sendo pacientes quando ignorados. Em todas as ocasiões, suportando, e até mesmo tolerando, uns aos outros com amor. Porque conhecemos a paciente misericórdia de Deus para conosco e sabemos que não somos dignos desse mesmo amor que recebemos do Pai.

7 - NÃO PROVOQUEM UNS AOS OUTROS

February 18, 2021 • Bruno Ito

“Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.” (Gálatas 5.25,26) Neste texto, Paulo deixa claro que andar pelo Espírito é o oposto da presunção, ou orgulho espiritual. E uma das maneiras de manifestar esse orgulho é se achamos que somos superiores ou melhores do que o nosso semelhante, provocando-os. Por exemplo, um marido que sabe que sua esposa tem dificuldade com gula e preguiça, em vez de ajudá-la a carregar seus fardos, fica fazendo piadas e comentários sarcásticos de seu peso. Esposas que ajudam no sustento do lar, são tentadas a assumir a liderança de sua família, desprezando o esforço de seu marido e, até mesmo, fofocando para suas amigas. Pais irritam seus filhos quando exigem deles uma disposição para a obediência cristã que nem eles mesmos possuem. Filhos provocam seus pais quando descobrem as fraquezas morais deles, chantageando-os para fazerem o que querem. Quando deixamos de olhar para a cruz de Cristo, somos tentados a provocar as pessoas que mais amamos por causa do nosso orgulho. Mas, será que foi para viver dessa forma que Cristo nos libertou? Somos tão rápidos em esquecer da cruz? Já esquecemos que estávamos mortos em nossos pecados e que éramos merecedores da ira? Ouçamos atentamente o alerta de Paulo em Gálatas 6.1-3: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” Louvado seja Deus, que graciosamente nos lembra de que nossa carne foi crucificada com Cristo, junto com nossas paixões e desejos. Pela Palavra, somos lembrados de que sem a graça e o poder de Deus, voltaríamos à escravidão dos pecados, e de que não há do que se gloriar, a não ser somente no Senhor Jesus, morto e ressurreto! O próprio Cristo, não nos provocou com acusações. Pelo contrário, sendo o próprio Deus, Ele humilhou-se a si mesmo e nos serviu, ciente de toda a nossa miséria. C.S. Lewis, autor do livro “Cristianismo Puro e Simples” uma vez disse que humildade não é pensar menos de si mesmo. Humildade é pensar menos em si mesmo, e mais no próximo e na glória de Deus. Que Deus nos ajude a sermos humildes e mais bondosos para com as pessoas que tanto amamos.

8 - NÃO TENHAM INVEJA UNS DOS OUTROS

February 23, 2021 • Bruno Ito

“Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.” (Gálatas 5.25,26) Além do sentimento de superioridade, o orgulho espiritual também pode se manifestar como aquela falsa sensação de que somos inferiores e menosprezados pelos outros. A autopiedade cresce em nossos corações e, no lugar de bênçãos, desejamos maldições aos nossos irmãos mais prósperos. Paulo traduz esse sentimento por “inveja” e censura esta disposição carnal: “Não sejamos presunçosos… tendo inveja uns dos outros”. Pois se alguém se considera importante pelo que tem ou se sente injustiçado pelo que não tem, ainda não entendeu o que é a vida pelo Espírito. O que temos ou o que fazemos neste mundo não define quem realmente somos. Jesus nos ensina em Mateus 25, na Parábola dos Talentos, que aquele que recebeu muito, deve servir no Reino conforme seus muitos talentos; e aquele que recebeu pouco, deve servir no Reino conforme seus poucos talentos. Ambos recebem seus recursos do mesmo dono daqueles talentos e são igualmente servos do mesmo senhor. Por isso, precisamos ter cuidado com o que desejamos, a fim de não cobiçar aquilo que Deus concedeu em abundância ao nosso irmão, mas não deu a nós. Pode ser um casamento, um filho, um lar. Pode ser uma profissão, o reconhecimento público. Pode ser um celular, um carro ou uma casa. A Bíblia conta que Caim teve inveja de seu irmão, porque Deus aceitou o sacrifício de Abel, mas rejeitou sua oferta. Os judeus tiveram inveja da fama de Cristo, pois as multidões o buscavam para ouvir suas palavras de sabedoria. A inveja de Caim e dos judeus produziu a cobiça daquilo que não lhes pertencia, resultando no assassinato de homens inocentes. Portanto, devemos reconhecer que toda boa dádiva vem do nosso Pai (Tiago 1.17) e descansar na certeza de que o que temos é mais do que o suficiente para a vida e a piedade (2Pedro 1.3). Afinal, se somos de Cristo, do que mais precisamos? “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gálatas 2.20)

9 - DEIXEM DE JULGAR UNS AOS OUTROS

February 25, 2021 • Bruno Ito

“Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão.” (Romanos 14:13) Sabemos que a Bíblia não proíbe todo tipo de julgamento. O julgamento que pertence à igreja é lícito, pois o próprio Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos (Mt 18). No entanto, o julgamento em questão é de outra natureza. É o julgar dos costumes, não do pecado público. Esse julgamento é soberbo, pois tem seus olhos nas preferências pessoais, e não na lei de Deus. Tal juiz “olha de cima” aquele que está pisando no mesmo chão que ele. É um julgamento maligno, pois é contrário à graça de Deus que nos ensina a ter um conceito equilibrado acerca de nós mesmos, conforme Romanos 12.3. É maligno, porque é o oposto de considerar os outros superiores a si mesmos, de acordo com Filipenses 2.3. Por isso, precisamos sempre desconfiar de nós mesmos ao querer julgar o próximo. No texto em reflexão, Paulo exorta os cristãos romanos a aceitarem aquele que é mais fraco na fé. Aquele que crê em Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, mas que ainda não compreende muito dos assuntos e costumes religiosos. Pode haver entre nós alguém que ainda seja supersticioso; ou alguém que, por razões pessoais, se abstenha de coisas lícitas e não pecaminosas. Qualquer que seja o motivo desse irmão, precisamos entender que ele age assim diante do único Deus e Juiz de toda a terra (Rm 14.7-12; Gn 18). Assim, devemos nos acautelar para não tomar o lugar de Deus ao julgar alguém (Tiago 4.12). É bem provável que não tenhamos todas as informações necessárias para julgar com justiça e equidade. Somente o Senhor tem a autoridade e a sabedoria para executar o justo juízo sobre cada um de nós. E devemos nos abster desse julgamento que pertence somente a Ele. “Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação.” (1Coríntios 4.5)

10 - NÃO SE QUEIXEM UNS DOS OUTROS

March 4, 2021 • Bruno Ito

“Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!” (Tiago 5.9) “Foi a mulher que tu me deste”, queixou-se Adão, quando indagado por Deus após pecar. E Eva completou: “foi a serpente!”. Anos mais tarde, estando entre um mar imenso e um faraó irado, Moisés recebe as seguintes queixas do povo: "Foi por falta de túmulos no Egito que você nos trouxe para morrermos no deserto? O que você fez conosco, tirando-nos de lá? Já não lhe tínhamos dito no Egito: Deixe-nos em paz! Seremos escravos dos egípcios! Antes ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto!" (Êxodo 14.11,12). E mais tarde, no deserto, sendo sustentados diariamente pelo maná dos céus, o povo volta a se queixar, tomados pela gula (Números 11). Pode ser na aflição da perseguição, na escassez do deserto ou, até mesmo, na fartura do jardim, a realidade é a mesma: somos ingratos e queremos achar um culpado para a razão dos nossos sofrimentos. No texto de Tiago, homens ricos exploravam os mais pobres, dentre estes, cristãos. E, numa situação como essa, à semelhança dos hebreus que fugiam do Egito, também somos tentados a reclamar uns dos outros, apesar de estarmos sob o mesmo problema. Por isso, a Palavra de Deus nos adverte para que tomemos cuidado com as murmurações, principalmente quando dirigidas contra um irmão em Cristo. Colocar a culpa em alguém é apenas uma forma de escapar de nossa responsabilidade diante de Deus. É uma tentativa de transferir a nossa culpa para o próprio Criador e Redentor. A consequência dessa atitude é tão severa quanto a condenação à prisão por um juiz no tribunal. Ao invés de nos queixarmos uns dos outros, Deus nos chama a esperar com paciência e a perseverar com fé em meio ao sofrimento. Ele nos lembra que Cristo já carregou a nossa culpa, suportando aflições ainda maiores, como uma ovelha calada em direção ao matadouro. E, se ainda assim, a dor for muito grande, levemos nossas queixas diretamente ao Senhor, que inclina seus ouvidos às nossas orações e súplicas. Deus é o Juiz que está à porta, e irá julgar com justiça a nossa causa. Por isso, "Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje (...) O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se". (Êxodo 14.13,14)

11 - NÃO MORDAM E DEVOREM UNS AOS OUTROS

March 9, 2021 • Elias Shumiski

Na carta de Paulo aos Gálatas 5:14-15 está escrito: “Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente.” Nesses versos Paulo está mostrando que o evangelho troca o opressivo cativeiro do legalismo pelo cativeiro maior da caridade. A exortação é para conservarmos e estarmos firmados na liberdade com que Cristo nos libertou, e não voltarmos a práticas legalistas que não tem poder para nos libertar, mas sim nos aprisionam. Essa liberdade que temos em Cristo não pode e não deve ser um instrumento de satisfação da nossa carne, como vemos em Gálatas 5:13 “.... Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.” A orientação é servirmos uns aos outros em amor. Se ao invés de servirmos uns aos outros em amor, houver ataques, ou como Paulo expressa, mordidas e o devorar de uns pelos outros, isso pode nos levar à destruição. Em Tiago 4:1,2 está escrito: “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? ...” Para vencermos a carne, deixando a atitude legalista e vivermos em amor, com uma atitude servil, precisamos andar em Espírito, guiados, movidos pelo Espírito, conforme Gálatas 5:16 “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.”

12 - NÃO FALEM MAL UNS DOS OUTROS

March 11, 2021 • Elias Shumiski

No livro de Tiago 4:11 está escrito: “Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz.” Nessa carta somos instruídos à sabedoria, mas a sabedoria que vem do alto. Essa sabedoria resulta em uma vida de humildade, com atos de misericórdia e conduta justa. Em Tiago 4:6 diz que “... Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes.” e ainda Tiago 4:10 orienta “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.” A postura que devemos ter está claramente expressa, humildade. O ato isolado, ou a prática de falar mal do outro, revela uma postura contrária à humildade. O verso de Tiago 4:11 mostra que quem fala contra ou julga o seu irmão, se coloca numa posição de superioridade, numa posição de julgador, de juiz; muitas vezes essa pessoa se coloca na posição de Deus, sentindo-se capaz até mesmo de sentenciar o outro. Ao invés de falar mal, façamos o que está escrito em Efésios 4:32 “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.”

13 - NÃO MINTA UNS AOS OUTROS

March 16, 2021 • Elias Shumiski

Na carta de Paulo aos Colossenses 3:9-10 está escrito: “Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador.” A Palavra nos afirma em Efésios 4:22 que o “velho homem” se corrompe pelas concupiscências do engano, e, portanto, devemos ser revestidos do “novo homem” que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. A partir do momento que somos revestidos desse novo homem temos que passar a ter uma vida diferente e abandonar as práticas pecaminosas, e a mentira é uma dessas práticas. Uma pessoa que foi alcançada pela graça e misericórdia de Cristo deve ter como foco da sua vida o interesse e a ambição celestial, rejeitando vícios. Pecados outrora praticados devem ser mortificados de uma vez por todas. Cristo deve governar e ser a meta dos relacionamentos e o louvor na vida daquele que foi transformado em uma nova criatura. Nos versos 1, 2 e 3 do capítulo 3 de Colossenses o imperativo é: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus.” Isto requer de nós uma atitude de procurar as coisas do alto, e manter o pensamento nas coisas do alto, porque o velho homem morreu e a nova vida que recebemos está escondida em Cristo. Devemos, portanto, deixar a mentira, e viver uma vida em busca da verdade, pois somos nova criatura, um novo homem em Cristo.

14 - CONFESSEM SEUS PECADOS UNS AOS OUTROS

March 18, 2021 • Elias Shumiski

No livro de Tiago 5:16 está escrito: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz”. Na carta de Tiago os cristãos são repreendidos quando negligenciam seus deveres como cristãos. Somos estimulados a demonstrar a eficácia de nossa vida com Cristo. Somos conduzidos a uma vida piedosa. Somos direcionados ao crescimento pessoal na vida espiritual. Somos orientados a caminhar na fé. O verso 16 do capítulo 5 nos orienta a confessarmos os pecados uns aos outros e a orarmos uns pelos outros, para sermos curados. O verso 15 afirma: “E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado.” Mas esse poder não vem de nós! O poder para curar e para perdoar os pecados vem do Senhor, através da atuação do Espírito Santo, na vida daqueles que foram justificados por Cristo. A necessidade pessoal que temos de confessar os pecados uns aos outros e a orientação que recebemos para orarmos uns pelos outros, com fé, é para alcançarmos, do Senhor, a cura e o perdão dos nossos pecados. Não deixe para amanhã, confesse seus pecados hoje e receba o perdão!

15 - PERDOEM-SE UNS AOS OUTROS

March 23, 2021 • Elias Shumiski

Na carta de Paulo aos Efésios 4:31-32 está escrito: “Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo”. O capítulo 4 de Efésios começa com uma exortação a que “http://...andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,” e no verso 17 adverte “... que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido,”. Nos versos 31 e 32 nós somos orientados para, ao invés de viver uma vida amargurada, irada, encolerizada, cheia de gritarias, blasfêmias e malícia, a vivermos uma vida que expresse ao nosso irmão a bondade, a compassividade, e haja entre nós a prática do perdão, manifestando a vida de Cristo em nós. Na continuação dessa passagem, no capítulo 5, somos chamados a sermos “...imitadores de Deus, como filhos amados;” e andarmos “http://...em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.” O perdão mútuo revela em nós a vida de Cristo! Que eu e você sejamos imitadores de Deus, e possamos perdoar uns aos outros.

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